
Vivemos sob o império da necessidade... ademais, sob o domínio do fato consumado.
Sim... isso mesmo!
Não importa o que fazemos... lá está ele... o Fato Consumado!
Parece que o Fato Consumado existe apenas para contrariar a inteligência humana.
Contudo, a felicidade nunca se consuma. O sucesso é sempre provisório. A alegria é passageira. Qualquer bem desta vida é momentâneo.
Por outro lado, há uma lista infindável de misérias consumadas, moléstias definitivas e males conclusivos.
Por que qualquer fato consumado revela-se daninho? Será que isto é parte de nossa vida mortal? Quem sabe... talvez, a consumação do dano seja a raiz de nossa mortalidade.
Fosse assim, então a consumação da felicidade só poderia ser realizada por algum imortal. Será que a imortalidade é uma condição para uma vida feliz?
