Avidez Ferrenha

A vibração que faz o desempenho do falcão animar-se para combinar-se com a ligeireza do tordo faz o céu azul refulgir sobre as águas cintilantes dos prados risonhos, cuja lira vibrante faz os coriscos pulsantes vivificarem-se durante as paixões da realização do próprio tônus existencial: que manifesta a quintessência da expressão do espírito vital que faz acalentar a esperança da felicidade que está para chegar.
Contudo, a Bazófia ergue-se hostilmente contra o ânimo rival… para arrancar-lhe a Crista da espinha dorsal. A Bazófia busca o Triunfo do Ódio através do Caminho da Irrisão  Feroz, do qual despontam as presas letais do Gáudio Mordaz contra todas aquelas vítimas atadas ao altar idólatra de Hécate pelas mãos de Hibrísio.
Então, Hibrísio impõe o medíocre escarninho como modelo de vida para plasmar e cancelar a vivência autêntica do ânimo rival. Esta guerra de imos entre o Pusilânime e o Equânime leva à adstrição do Equânime dentro do uniformismo peremptório dos iníquos convictos: fazendo um mundo mais covarde de gente que se recusa a ouvir a kayrologia do espírito vital. Contudo, o Pusilânime prefere cultivar a Pseudolatria enquanto aferra-se à vaidade extravagante da exultação patética.
Assim o triunfo da Ignorância exibe a Sabedoria fracassada sendo arrastada pelas avenidas do Uniformismo Intransigente enquanto a vítima caída sofre os açoites da chibata da Malícia das Exigências Escabrosas.
_____________________________________

Ânimo Vislumbrante

O espírito sempre quer tornar-se inteiro através do encontro com algum espírito fraterno. Este espírito fraterno também quer buscar a plenitude para si e seus companheiros. A Busca sempre admite a soma de mais um espírito que complementa a si mesmo ao complementar a fraternidade. Sempre é possível dar um passo além no caminho para o Pleno.
Para além deste Pleno é possível ver muitas outras plenitudes feitas por outros espíritos.
Quando se assume uma perspectiva panorâmica para ver todas as plenitudes… passa-se a ver que há algo além do Panorama.
Há algo além de todas as plenitudes. Há algo que está além de qualquer Pleno. Enfim, há algo que está além de tudo.
Este Além-de-Tudo surge muito acima do Panorama. Então o Panorama não pode ser parelho ao Além-de-Tudo. O Panorama não se equipara ao Além-de-Tudo.
Ora, se o Além-de-Tudo não tem origem, então o Panorama deve ter uma origem: porque se o Panorama fosse sem-origem, então o Panorama estaria se equiparando ao Além-de-Tudo. Contudo, o Panorama não pode equiparar-se ao Além-de-Tudo. Assim o Panorama tem origem. Esta origem é o Além-de-Tudo porque só o Além-de-Tudo existe além do Panorama.
Portanto, o Além-de-Tudo é a fonte de todas as plenitudes que se vê no Panorama.
Então, o Além-de-Tudo faz ser algo que se move à partir deste fazer ser coisa.
O fazer ser coisa move-se para tornar-se o Bem destinado a ser amado como Beleza enquanto é visado por todas as perseveranças que sabem conseguir afirmar a própria kayrologia.
Assim a expressão que faz ser coisa refulge os coriscos pulsantes de inúmeras durações especiais que encontram-se porque comparam-se ao mensurarem as vivificações mútuas umas em relação às outras.
Tais vivificações realizam-se por sagrarem-se à Beleza que as consagra por moto-próprio.
Assim as Realizações Vivificantes satisfazem as próprias carências quando passam a visar o caminho gracioso que eleva-as ao Bem pela expressão que faz as coisas coriscantes que enduram-se a pulsar as vivificações que perseveram ao serem consagradas ao Bem.

_____________________________________________________________________

EXTREMÁXIMO

o mundo das probabilidades
pulsa prenhe de possibilidades
ansiosas para realizarem-se
aqui no Mundo Real

mais do que tudo
a Ânsia da Vida clama
pela exuberância da energia
que busca o propósito
na harmonia da Música das Esferas

o Radiante contempla-se
no ventre de Yggdrasil
para ver o esplendor do Sol
plasmar-se consigo pela glória
mais altiva que as asas alcançam

O Monóbolo

tu! tu que está aí
abaixe tua cabeça já
você também! mais você!
todo mundo de cabeça mole

um tirano instalou-se aqui
cá em minhas entranhas secretas
meu ânimo férreo exige
a supressão das vossas vontades
agora mesmo! sem demora!

minha vontade é faminta
encimada por agudas ânsias
a angústia corre por minhas veias
meu rancor quer pisotear
os esplendores de todo o mundo

a Vontade Única quer humilhar
todas as demais vontades
olhe cá pra cima! aqui estou!
contemple a face do Monóbolo
meu ciúme exige exclusividade